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114 | Boletim Informativo Embar

|   Janeiro 2016

Associação Nacional de Recuperação e Reciclagem de Embalagens e Resíduos de Madeira

Publicações

Publicação da responsabilidade da AIFF - Associação Para a Competitividade da Indústria da Fileira Florestal - "Revisão do Estado da Arte da Investigação do Setor Floresta" que apresenta o seguinte objetivo:

"Nesta revisão do estado da arte propõe-se inventariar o conhecimento produzido para as principais espécies florestais em Portugal (Eucalipto, Pinheiro bravo e Sobreiro), nomeadamente:

(1) Efetuar o levantamento bibliográfico relativo à investigação científica publicada para o eucalipto, o pinheiro bravo e o sobreiro;

(2) Identificar as áreas temáticas em que a comunidade cientifica nacional e internacional está particularmente ativa. Procuramos fazer uma apreciação crítica em contraste com as necessidades da produção e contribuir para delinear a investigação nacional no futuro;

(3) Identificar os modelos de financiamento da Investigação florestal na atualidade e as suas implicações. Pretende-se reunir informação de forma a articular as atividades das entidades do sistema científico e tecnológico nacional com as necessidades do sector privado, promovendo uma eficiente transferência do conhecimento para a atividade produtiva."

Notícias - Janeiro
Eventos

Domotex 2016

16 a 19 de janeiro de 2016

Deutsche Messe

Hannover, Alemanhã

2016 International Wood Symposium

22 de janeiro de 2016

Vancouver - Canada

Fimma Maderalia

2 a 5 de fevereiro de 2016

Fera Valencia

Valencia, Espanha

Packz Insights 2016

18 de fevereiro de 2015

New York Hotel

Amesterdão, Holanda

Green Business Week

1 a 3 de março de 2016

Centro de Congressos de Lisboa

Lisboa, Portugal

Cantinho do Pinheiro

Resíduos fora d’água

Lisboa, os seus comerciantes, vai experimentar o sistema pagar pelos resíduos sólidos de acordo com os que realmente produz (Sistema PAYT). Quer dizer que quem mais lixo produz mais pagará da taxa municipal respetiva, e não um valor estimado pelo consumo d’água.

Este sistema, que tenderá, num futuro ainda longínquo, a estender-se a todos os munícipes, parece um sistema justo e afigura-se que poderá estimular a separação das embalagens (de plástico, metal, papel e vidro) e do papel não embalagem. Isto se entretanto se ampliar a formação ambiental e sociocultural que ainda está longe do desejável entre nós. O que quero dizer com isto é que a esperteza saloia é bastante e pode começar a ficar cheio d’outros resíduos o contentor das embalagens, o vidrão e o papelão.

Fiz-me compreender?

Xylella fastidiosa – uma doença que é uma praga!

Esta bactéria que se instala no sistema vascular e impede a circulação de água e nutrientes na planta com o seu consequente declínio, “viajou” da América para a Ásia e agora para a Europa, onde a Comissão Europeia aprovou medidas de emergência (revistas em 2015) para erradicação dos focos existentes, naturalmente com vista a evitar a sua dispersão.

Em Portugal esta questão toma particular importância económica em espécies como a videira, a oliveira, a amendoeira, a laranjeira e os carvalhos, para além de poder existir em diversos hospedeiros herbáceos e arbustivos sem lhes causar evidentes perturbações, donde é difundida, pelo menos, via dois insetos vetores.

O ICNF alerta para a observação de sintomas, mesmo que apenas suspeitas - deve ser notificada aos serviços de inspeção sanitária. Se isto é uma obrigação dos agricultores e florestais, também é obrigação dos serviços oficiais que ajam com prontidão e grande eficácia. Mais demoras e falhas como as que aconteceram com o Nemátode da madeira do pinheiro, não.

Afinal, passou a haver nemátode em todo o país.

Afinal, há grilo ou não há?

No “Cantinho do Pinheiro” de Novembro passado escrevi um texto que titulei de “O grilo da ceia de Natal”, dando conta da criação do “…Centro de Competência do Pinheiro Manso e Pinhão, criado para avaliar os danos do Leptoglossus occidentalis ao miolo de pinhão no continente e a preparar um Plano de ação de controlo da praga”.

O que dou conta agora é de que parece que já há quem se esteja a aproveitar dos pretensos efeitos práticos daquela praga, para induzir no mercado a depreciação ao preço do quilo da pinha, com o eventual argumento de que o seu rendimento em miolo de pinhão tenha diminuído.

Não sei se aquele rendimento diminuiu ou não, mas entendo que não pode ser senão por causa disto que a Associação de Produtores Florestais do Concelho de Coruche e Limítrofes (refere a União da Floresta Mediterrânica - UNAC em nota à imprensa) realizou, numa amostra representativa da área de produção daquela região, um estudo do rendimento da pinha em miolo de pinhão (2015/16) e chegou aos seguintes resultados:

  • Amostra: 759 kg de pinha verde em 8 propriedades;
  • Rendimento mínimo: 2,60%
  • Rendimento máximo: 3,83%
  • Rendimento médio: 3,32%

A UNAC, que também refere que aqueles valores se encontram entre os historicamente registados e considerados normais - entre 3,0% e 4,0% -, afirma ser injustificável usar a falta de rendimento para depreciar globalmente o preço no mercado das pinhas. E, digo eu, seria muito fácil realizar estudos de rendimento destes em todas as regiões produtoras, para poder tratar o assunto com seriedade. Porque se não faz?

No entanto, pelo menos ao concelho de Coruche, o grilo que gosta de pinhão não chegou ainda. É uma boa notícia.

Era bom que o bicho nunca chegasse, verdade?

Até parece contradição! E não é?

“França, anfitriã das negociações da Cimeira de Paris, enquanto investe milhões para exploração de florestas tropicais”, é o título que a Quercus dá à sua preocupação relativa à extração industrial da madeira na Bacia do Congo, pois, segundo afirma Alexandra Pardal, "Na COP21, a Agência Francesa de Desenvolvimento está-se a promover como um dos principais investidores em projetos favoráveis ​​ao clima, incluindo a proteção das florestas".

Pode ler toda a notícia na Newsletter da Quercus.

Mário Pinheiro