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112 | Boletim Informativo Embar

|   Novembro 2015

Associação Nacional de Recuperação e Reciclagem de Embalagens e Resíduos de Madeira

Novo Associado

Vicarpal - Comercialização de Paletes, Lda.

Empresa presente no mercado nacional desde 2004, a Vicarpal é uma empresa de referência na comercialização de paletes. Comprando, recuperando, reparando e vendendo paletes de madeira.

Como se preocupa em prestar o melhor serviço e comercializar os seus produtos com elevado padrão de qualidade, dispõe de uma equipa  de profissionais experientes e formados nas várias áreas necessárias à sua actividade.

Disponibiliza viaturas próprias para a recolha e entrega das suas paletes.

Desde o inicio da sua actividade que a Vicarpal desenvolveu parcerias com empresas de distribuição e logística, angariou um elevado número de parceiros, que juntamente com a sua equipa têm garantido o seu objectivo, servir bem os seus clientes.

Só assim conseguiu a satisfação total dos seus clientes, garantindo um serviço e produto de qualidade.

É também sua preocupação a defesa do  ambiente, pelo que a Vicarpal é detentora do Alvará nº. 5/2007/CCDR-Centro, sendo por isso uma empresa licenciada pelo Ministério do Ambiente para a Gestão de Resíduos de Madeira.

Se necessita de comprar paletes ou tem paletes para vender, contacte agora a Vicarpal e peça o seu orçamento.

http://vicarpal.pt/pt

Tratamento fitossanitário - Embalagens de madeira

Listagem de operadores económicos registados e autorizados

Foi publicada a 2 de novembro a atualização da listagem de operadores económicos registados e autorizados (ordem alfabética - ordem numérica) a proceder ao tratamento de madeira, casca de coníferas e de material de embalagem para circulação intracomunitária e exportação para países terceiros.

Mais informações aqui

Notícias
Eventos

LIPOR - Novas Tendencias na Gestão de Resíduos Urbanos

17 a 19 de novembro de 2015

Tecmaia - Parque de Ciência e Tecnologia da Maia, Portugal

Semana Europeia da Prevenção de Resíduos

21 a 29 de novembro de 2015

Gestão de Fluxos Específicos - Do Resíduo ao Recurso

25 de novembro de 2015

Hotel Marina Atlântico, Ponta Delgada, Açores 

Legislação

Portaria n.º 398/2015 - Diário da República n.º 217/2015, Série I de 2015-11-05

Presidência do Conselho de Ministros e Ministérios da Economia, do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, da Agricultura e do Mar e da Saúde

Estabelece os elementos que devem instruir os procedimentos ambientais previstos no regime de Licenciamento Único de Ambiente, para a atividade pecuária.

Portaria n.º 399/2015 - Diário da República n.º 217/2015, Série I de 2015-11-05

Presidência do Conselho de Ministros e Ministérios da Economia, do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, da Agricultura e do Mar e da Saúde

Estabelece os elementos que devem instruir os procedimentos ambientais previstos no regime de Licenciamento Único de Ambiente, para atividades industriais ou similares a industriais, nomeadamente, operações de gestão de resíduos e centrais termoelétricas, exceto centrais solares.

Cantinho do Pinheiro

Reciclar mais e melhor, com o pelo do mesmo cão!

O Dec. Lei nº233 de 13out15 veio determinar um aumento da proporção das receitas resultantes da taxa de gestão de resíduos, cobrada agora a 35% aos sistemas de gestão de resíduos urbanos, sempre que eles apresentem melhor desempenho. Daquelas receitas, até 1,5 milhões de euros anuais, são destinados à reciclagem, esperando‐se, pois, que aqueles sistemas consigam fazer um esforço acrescido na recolha seletiva de resíduos recicláveis e no tratamento dos resíduos indiferenciados; tudo isto com recurso a processos de reciclagem ante envio para aterro ou incineração.

A Quercus, que aplaude a publicação desta legislação, também recorda que Portugal assumiu a meta de reciclar 50% dos seus resíduos urbanos recicláveis até 2020 e que a tem ainda em 25%. Há, portanto 5 anos para duplicá-la, pelo que, entre outras formas de lá chegar, terá que haver um esforço para intensificar a recolha seletiva de resíduos recicláveis e o tratamento dos resíduos indiferenciados.

Todos nós poderemos ajudar se formos encorajados a fazê-lo e se nos forem dadas as condições necessárias para o efeito. As verbas foram encontradas; agora faça-se.

A gestão adaptativa do montado de sobro na INGENIUM

O Prof. Nuno Ribeiro da Universidade de Évora, publicou em agosto de 2015, na revista da Ordem dos Engenheiros, sobre a gestão sustentada dos sistemas mediterrâneos, porventura, os mais complexos - os montados e os sobreirais. São eles resultantes de atividades agrosilvopastoris ou pastoris de povoamentos florestais, cuja estrutura, densidade e respetiva dinâmica são definidas em consonância com a qualidade da estação e os objetivos de gestão daqueles espaços rurais florestais.

Sendo estes espaços florestais especialmente importantes, em termos de área e na definição da paisagem Ibérica (mais de 1,3 milhões de hectares), que pesam à volta de 61% na área do sobreiro e 80% na produção corticeira mundiais, requerem uma gestão particularmente esclarecida e cuidada. É ela, ou deve ser, assente em técnicas adaptativas associadas a modelos de crescimento e sistemas de apoio à decisão, estabelecidas sobre sólidos sistemas de monitorização contínua, com vista à elaboração de planos de gestão de elevada precisão e de longo prazo, cuja implementação deve estar firmada em políticas de transferência de conhecimento das universidades e de centros de investigação para os produtores/gestores, e usando como veículo a Engenharia Florestal.

O artigo merece ser lido; por isso fica aqui o seu link para a Ingenium.

O grilo da ceia de Natal

No caso de Portugal, a área de pinheiro-manso, que ocupava em 2005 cerca de 176 mil hectares, compõe hoje cerca de 6% da floresta nacional; isto porque teve ultimamente um aumento muito significativo de mais de 54%. É uma estimativa desde o último inventário oficial.

O seu “fruto”, que até é uma semente, revela-se um produto com muito elevado valor e potencial de exportação para a Europa e EUA, mercados em que concorre com a qualidade escassa e preços baixos das sementes, apenas parecidas, doutros pinheiros da China e do Paquistão, por exemplo.

Embora seja vulgar entre nós, não deixa de ser estranha a falta de celeridade com que conseguiu ser encarado formalmente pelos organismos públicos e por ele próprio, o efeito devastador desta praga. A verdade é que há vários anos ela vem tendo claro impacte negativo na produção de pinhão da bacia mediterrânica e era esperada no “retângulo” cedo e não mais tarde. A verdade é que esta situação é uma dura realidade aqui bem perto e dentro de portas também.

Mas, já não era sem tempo, quatro organismos públicos (o INIAV, o ICNF, a DGAV e o ISA), uma União de produtores, os industriais do setor florestal e a CM de Alcácer do Sal, comprometeram‐se agora a unir esforços no Centro de Competência do Pinheiro Manso e Pinhão, criado para avaliar os danos do Leptoglossus occidentalis ao miolo de pinhão no continente e a preparar um Plano de ação de controlo da praga. Isto aconteceu claramente com indesejada demora face aos prejuízos que este inseto, aparentado com um grilo, tem estado a causar e vai ainda causar na frutificação do pinhal manso. Mas mais vale tarde…

Já em Natais anteriores este falso grilo se tem feito sentir nas carteiras dos portugueses e vai continuar a fazer. O que se antevê é que, quem tem tido a fortuna de ter pinhão na consoada, vai deixar de ter já este ano. É que, ao pinhão, veio o grilo e comeu-o!

Mário Pinheiro